Os traços identitários da cultura ribeirinha estão ligados à transmissão oral de saberes e vivências, repassados por gerações anteriores, e refletem uma relação de harmonia entre o homem e o meio ambiente. Qualquer alteração no espaço vivido desses s ujeitos traz um desajustamento em série, abrangendo desde as questões mais básicas (como as formas tradicionais de subsistência do grupo, ligadas ao equilíbrio entre as necessidades e os meios disponíveis pela natureza), aos sistemas de representação simbólica (ligados aos sentidos, à percepção, à forma como o ribeirinho instaura a sua subjetividade). Foram essas algumas questões levantadas, nesta pesquisa. Os ribeirinhos foram ouvidos em momentos e espaços distintos. Entre agosto e setembro de 2008, pôde-se acompanhar os últimos momentos dos moradores, na comunidade de São Domingos, antes do remanejamento. Sete anos depois, entre outubro e novembro de 2015, realizou-se a segunda etapa de entrevistas com os mesmos moradores, em suas novas l ocalidades, o que permitiu a este pesquisador levar em consideração a trajetória dos sujeitos pesquisados e os acontecimentos que permearam os contextos de produção dos discursos analisados. Espera-se que esse registro sirva como relatos de história e memória desse povo que continua sofrendo, Brasil afora, as perdas de território em nome de um suposto progresso do qual eles, os sujeitos da história, jamais usufruirão.
Código: | 9788544430194 |
EAN: | 9788544430194 |
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Altura (cm): | 23,00 |
Largura (cm): | 16,00 |
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A DESTERRITORIALIZAÇÃO DA COMUNIDADE RIBEIRINHA DE SÃO DOMINGOS EM PORTO VELHO/RO: UMA ANÁLISE DOS DISCURSOS E SUAS SUBJETIVIDADES
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